Friday, December 25, 2009

Final de ano agitado















fotos: Suerber Viriato

Nosso espetáculo de final de ano: "Sintam-se em casa na Guerra ou na Paz" foi apresentado no dia 18 de Dezembro e ficamos muito felizes com a aceitação do público que foi contagiante!
Esperamos poder repetir a experiência uma vez que muita gente não pôde presenciar devido as festas e viagens de fim de ano!

O Grupo deseja a todos um novo ciclo de muita paz e realizações (artíticas também!) a todos!!!

Tuesday, November 03, 2009

A Viagem


Há muito que não atualizamos este nosso blog, mas isso não significa que tenhamos parado de produzir coisas boas por aqui. Por agora, ficam as fotos da nossa participação no 15º Festival Internacional de Teatro do Mindelo - MINDELACT, realizado na cidade do Mindelo em Cabo Verde. Apresentamos lá duas peças que foram muito bem aceitas e elogiadas pelo público:Sentidos e Arigó:O soldado da esperança.
A viagem de custos exorbitantes para um grupo recém-formado como o nosso só foi possível graças ao patrocínio do MINC que acreditou no nosso projeto e na qualidade do trabalho que estamos a desenvolver em Guajará-Mirim. Para aqueles que querem matar a curiosidade então, apreciem:
ARIGÓ: O SOLDADO DA ESPERANÇA










SENTIDOS














Tuesday, July 21, 2009

Uma conversa muito especial

Neste sábado, 18 de julho, fomos convidados pelo senhor Paulo Saldanha para uma conversa agradabílissima no seu hotel, ao qual uma simples visita já é uma aventura!
Foram horas de encontros de idéias e projetos que se alinhavam perfeitamente, inclusive promessas de parcerias futuras!
Agradecemos a honra de sermos convidados para um café da manhã super gostoso e não temos palavras para dizer o quanto nos foi prazeroso encontrar alma tão generosa quanto a de Seu Paulo.
Achamos um verdadeiro parceiro no nosso caminho do teatro!
Vemos agora um futuro com mais peças, mais música, mais dança, mais ARTE!!!

Monday, June 29, 2009

clown:exercício cénico

Esta foi uma aventura para lá de ousada, hehehe!! A convite da prefeitura de Guajará-mirim, resolvemos partir para mais uma experimentação. Desta vez, levamos o teatro para a periferia da cidade! Foi uma loucura, crianças super-excitadas nos cercaram com uma curiosidade para lá de "tocante". A peça, apresentada ao ar livre, sob o olhar atento de pequenos olhos e o olhar "desconfiado" dos adultos.
Balanço final?
Foi bom levar o teatro à periferia e perceber o quanto de trabalho que ainda temos pela frente, nesta "missão" de divulgação do teatro por aqui.
Gratificante!!!!!




A busca da Felicidade

Esta peça, "A busca da Felicidade", faz parte do nosso trabalho de divulgação do teatro na cidade de Guajará-Mirim. As crianças recebem formação teatral básica como parte da sua formação extra-curricular, dentro da escola onde estudam. A primeira peça já foi apresentada na escola aos pais, num evento comemorativo da cidade e na UNIR, aos alunos de Pedagogia, como exemplo de projeto desenvolvido dentro de escolas.







Saturday, June 27, 2009

"Arigó: Soldado da Esperança"

Esta foi o nosso mais recente trabalho realizado em conjunto com a prefeitura de Guajará-Mirim e que foi apresentado no dia do aniversário da cidade. Uma noite linda e uma lua maravilhosa que apimentaram o caráter místico desta peça, que foi fundamentada nas crenças indígenas, na fé cristã e na história dos seringueiros que desbravaram as florestas por aqui.







Sunday, May 13, 2007

Experiências de um náufrago de primeira viagem!






Uma peça de teatro é um projecto fascinante. Participar, seja em que função for tem as suas cotas de estresse garantido, mas a satisfação que se tira do resultado final é deveras extasiante.

O texto é o ponto de partida. Mas o que se vê no palco é sempre o resultado do trabalho de todos. Para começar a montagem, é preciso criar várias equipes. Algumas pessoas podem estar em mais de uma equipe, mas todas devem realizar um trabalho específico. Na primeira peça de que participei, junto aos conhecidos (pelo menos em Cabo Verde) Manuel Estevão, Fonseca Soares, Anselmo Fortes so a direção de João Branco, deparei-me com um mundo onde cada um tinha várias funções para além da de actuar. A responsabilidade para mim era maior pois nem tinha ainda terminado o curso de iniciação ao teatro quando fui convidado para participar da peça Mar Alto. O que foi que eu descobri ou aprendi com esta maravilhosa oportunidade?

Aprendi que o primeiro passo é entender os personagens e a história. Quando um ator lê seu personagem, deve buscar a verdade dele. E é claro que nem todos os atores passaram por emoções iguais às dos personagens. Mas todos nós já sentimos alegria, afeto, nervosismo... e já ficamos zangados. Ao ler, o ator deve buscar sua própria emoção. Aprender a colocar sua alegria no personagem. A sentir como ele. Muitas vezes, o ator não concorda com o personagem, mas deve buscar a verdade que ele tem. Um tímido pode interpretar, por exemplo, um ousado. O importante é descobrir como o personagem se expressa, se movimenta! O ideal é fazer algumas leituras com toda a equipe junta.

O que vale também é pesquisar. Da mesma maneira, é preciso imaginar a roupa, sem, como envelhecê-la? Com um vestido, uma peruca? Ou basta um penteado? O diretor deve pensar qual o jeito que terá a peça. Será mais tradicional, com contra-regras colocando ou tirando cenários? Ou os atores é que entram e montam o cenário na frente de todos? Ou, então, nem há um cenário tão definido, somente indicações, cadeiras ou bancos que possam servir para o que a imaginação ditar? Não se esqueçam, tudo é valido. O importante é fazer com naturalidade. O teatro tem um jeito mágico de ser. Se o ator se comportar com naturalidade, o publico "acredita" que ele está em casa, e no outro momento em uma praça, e depois na praia sem que nada seja mudado.

O diretor deve coordenar, mas cada um deve dar sua contribuição, inclusive conversando sobre a idéia do outro. Para ser bom, o espetáculo deve ser um projeto de todos! Eu lembro-me que apesar de ser um novato nessas andanças minhas opiniões sempre foram bem vindas, escutadas e analisadas. Isso é garantia de bom relacionamento e de bem trabalhar.

Feito isso, os atores e o diretor cuidam dos ensaios. Os produtores tratam de conseguir o material. Os cenógrafos criam e executam o cenário; o figurinista, os figurinos, e o músico ou o sonoplasta grava os trechos de música escolhidos.

No final, todos se reúnem novamente. Chegou a hora dos ensaios gerais, que é o momento em que os atores usam o figurino. E se a roupa ficou apertada, por exemplo? É preciso ter tempo de trocá-la. O cenário entra e sai, até que todos estejam habituados com ele. A música também, nos momentos certos. Se houver iluminação, idem. Alguns ensaios gerais são puramente técnicos, com cada um marcando o que deve fazer. Outros dedicados a afinarem os atores na interpretação. A adrenalina sobe à medida que se aproxima o dia da estréia!!

Feito isso... Está pronto o espectáculo. Agora... é convidar as pessoas. Estrear... fazer um bom trabalho, agradecer os aplausos, partir para o abraço... e descobrir o mundo mágico do teatro!

Wednesday, November 22, 2006

Depoimento emocionado sobre o X curso de iniciação teatral CCP/


Quando debrucei-me para escrever estas palavras, o começo me parecia um emaranhado de começos, desculpem-me desde já se eu for maçadora.

O ano de 2004 estava a ser muito difícil para mim em vários aspectos, a ponto de não querer ver ninguém, falar com ninguém; entrei na minha concha.

Em Setembro, uma pessoa amiga de passagem por S. Vicente, disse-me que meu comportamento me levaria para um caminho perigoso, e disse-me ainda:
“- Teja, tens aqui o Festival Internacional de Teatro – o Mindelact - vá ao Teatro. Eu tenho inveja da vida cultural que vocês têm em S. Vicente.”

E eu lhe respondi que não queria saber de Teatro... na verdade, não queria sair de mim.

Em Outubro, o Neu disse-me para inscrever no próximo Curso de Teatro pois seria uma terapia para mim. E eu que não queria “saber de teatro”, cada dia dava uma desculpa, até que um dia inscrevi-me só para que o Neu não chateasse mais.

Na verdade não ia muito ao Teatro e, nunca pensei em fazer teatro. Simplesmente não fazia parte dos meus objectivos.

Inscrevi-me, passei no teste e no primeiro dia de aulas tive uma sensação estranhamente agradável que nunca senti na vida e queria partilhá-la.

Depois das apresentações, tínhamos como iluminação apenas algumas velas acesas no centro do palco. O João pediu-nos que déssemos as mãos e fechássemos os olhos. O que eu senti quando o João começou a falar é inesquecível.

“Eu estava no cimo dum planeta qualquer e ouvia aquela voz se propagar, aquele palco se tinha tornado num universo. Mas não estava sozinha naquele universo imaginário, tinha uma pessoa de cada lado segurando minhas mãos. Foi maravilhoso aquele começo!”

Fui saboreando cada dia de aula, pois sabia que cada aula que passava seria um dia a menos que tinha para aprender. Devido a uma cirurgia a que fui submetida há pouco tempo, era frequente eu estar indisposta, mas vinha às aulas mesmo assim pois sabia que no palco a indisposição desaparecia como fumo levado ao vento. Era uma energia positiva que me envolvia. Os fins de semana se tornaram longos. Os dias de semana que me sentia plena eram às Terças e Quintas-feiras. Cada aula era uma massagem na minha alma.

De entre muitas coisas fantásticas com aplicação no dia-a-dia, neste curso perdi o medo de errar, aprendi a perdoar e aceitar as pessoas como elas são, e aprendi, sobretudo, que certos defeitos devem ser compreendidos e não corrigidos. Este curso de Teatro foi para mim - acima de tudo - um curso para a vida que a vida nunca me ensinaria. (...)

(...)Como eu disse no último dia do nosso espectáculo, “Se a maternidade me tornou mais mulher, este Curso de Iniciação Teatral me tornou mais pessoa” foi a coisa mais magnifica que me aconteceu depois do nascimento dos meus filhos a quem dedico esta vitória, bem como à minha mãe.

Hoje, graças a este Curso de Iniciação Teatral, tenho a certeza que saí da concha que me apertava. Sou bem maior que antes.

Um muito obrigado a todos!

Mindelo, 03 de Agosto de 2005

Maria Teresa Assunção
(Teja)

Tuesday, October 31, 2006

mudança de ares


Uma pequena mudança de planos: agora este blog pretence ao Grupo Companhia e-Teatro, uma ideia ainda em desenvolvimento, mas que com certeza, irá vingar. Agora não sou eu, mas sim: NÓS.
MERDA!!!!!!

Friday, September 29, 2006

Sobre os elementos


Se as nossas mentes, todas em conjunto, não tivessem tocado o etéreo individual de cada um com as nossas palavras e se conjugado na forma das nossas palavras momento; porque as palavras são um momento, vibrações que penetram ao íntimo do nosso ser e revelam-se-nos como semente que cresce na terra que se mistura sob os nossos pés, terra essa que nos sentiu nascer e que sustenta a nossa existência, pois dela viemos e a ela retornaremos como parte desse todo infinito onde firmamos os nossos alicerces com o suor do nosso corpo.
Assim, molhados nascemos e tristes entramos neste mundo sem sabermos que havia vida além útero e o que nos esperava. Somos marcados com a eterna marca de sermos e de mantermos a labareda que é a nossa vida e de fazermos algo que marque a nossa presença.

Saturday, May 06, 2006


Afinal quem é que tem o controle, hem?
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